terça-feira, 27 de julho de 2010

RECURSOS ERGOGÊNICOS - I PARTE

O objetivo desta postagem é principalmente esclarecer as dúvidas dos jovens atletas de natação com quem trabalho que necessitam dessas informações para desenvolver um trabalho escolar para compensar as aulas perdidas de educação física com os treinamentos e viagens para competições.

DEFINIÇÃO

O termo ergogênico é derivado de duas palavras gregas: ergon (trabalho) e gennan (produzir).

ERGOGÊNICO

Ergogênico se refere à aplicação de um procedimento ou recurso nutricional, físico, mecânico, psicológico ou farmacológico capaz de aprimorar a capacidade de realizar trabalho físico ou desempenho atlético.

CLASSIFICAÇÃO
Os ergogênicos podem ser classificados em 5 categorias:
1. Farmacológicos;
2. Nutricionais;
3. Fisiológica;
4. Psicológica;
5. Biomecânica e mecânica: técnicas de treinamento ou equipamentos.

EFEITOS ERGOGÊNICOS FARMACOLÓGICOS

Atletas de ambos o sexo utilizam inúmeros agentes farmacológicos, por acreditarem exercer uma influência positiva em seu desempenho esportivo.
Muitos dos agentes sintéticos podem acarretar efeitos colaterais que vão desde náuseas, queda dos cabelos, prurido e irritabilidade nervosa, até conseqüências graves, como esterilidade, doenças hepáticas, dependência medicamentosa e até mesmo a morte causada por câncer hepático e hematológico.

ESTERÓIDE ANABÓLICOS

Surgiu no inicio dos anos 50, para o tratamento de pacientes com deficiência nos estrogênios naturais ou que sofriam de doenças caracterizadas por desgaste natural. Entretanto os esteróides anabólicos passaram a fazer parte integral do ambiente de alta tecnologia dos desportos competitivos, sendo utilizado por cerca de 90% dos fisiculturistas profissionais do sexo masculino e por 80% dos fisiculturistas profissionais do sexo feminino com a esperança de que possam melhorar o desempenho.
O esteróide funciona de maneira semelhante ao principal hormônio masculino testosterona, o hormônio sintético atua diretamente na célula retendo nitrogênio com a finalidade de promover um maior crescimento muscular.

ANFETAMINAS

“Pílulas estimulantes” são compostos farmacológicos que exercem um poderoso efeito estimulante sobre a função do sistema nervoso central. As anfetaminas não têm função comprovada, admite-se que as anfetaminas exacerbam o estado de alerta e de vigília, assim como a capacidade de realizar maiores quantidades de trabalho por deprimirem a sensação de fadiga muscular.
As anfetaminas causam dependência fisiológica ou emocional, cefaléias, temores, agitação, febre, vertigem, confusão mental.

CAFEÍNA

A cafeína é um de um grupo de compostos lipossolúveis encontrados naturalmente nos grãos de café, folhas de chá, chocolate, grãos de cacau e nozes de cola, sendo acrescentada freqüentemente às bebidas efervescentes e aos seus remédios vendidos sem prescrição médica. Nem todos os estudos apóiam os benefícios ergogênicos da cafeína, porém o consumo da quantidade de cafeína encontrada em 2,5 xícaras de café coado 60 minutos antes de exercitar-se pode acarretar um prolongamento significativo da endurance no exercício moderadamente extenuante. A cafeína pode ser um facilitador no uso das gorduras como combustível, pode agir diretamente no músculo exacerbando sua capacidade de realizar exercícios. O uso excecivo da cafeína pode causar cefaléia, insônia, irritabilidade nervosa, assim como pode desencadear contrações prematuras do ventrículo esquerdo. A utilização de 4 a 7 xícaras de café 30 minutos antes de uma competição pode resultar em doping e com isso afastamento das competições.

HORMONIO DO CRESCIMENTO (GH)

O hormônio do crescimento humano (GH), também conhecido como somatotropina, está competindo agora com os esteróides anabólicos no mercado ilícito das drogas capazes de induzir a formação de tecido e de aprimorar o desempenho. Mais especificamente, o GH estimula o crescimento do osso e da cartilagem e acelera a oxidação dos ácidos graxos ao mesmo tempo em que reduz o fracionamento da glicose e dos aminoácidos. Na área médica, GH é administrado as crianças com deficiências desse hormônio para ajudá-las a alcançar um tamanho quase normal.
Incontestavelmente, quanto mais atletas passarem a usar a utilizar GH na esperança de obterem alguma vantagem competitiva, haverá uma maior incidência de diabetes e, nos casos graves, de gigantismo em crianças e da síndrome acromegálica – aspereza de pele, espessamento dos ossos e crescimento excessivo dos tecidos moles – em adultos, assim como efeitos colaterais menos óbvios de resistência insulínica, retenção de água e compressão do túnel do carpo.

ATÉ.

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